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quinta-feira, 29 de abril de 2021

Shopping Azul reabre em um mês na praça Leonardo Gomes

Com previsão de conclusão em 30 dias, começou nesta quarta-feira, 28, na praça Jornalista Leonardo Gomes, o processo de montagem dos 167 boxes que vão abrigar os comerciantes do Shopping Azul. Eles foram desalojados após incêndio no piso superior da Rodoviária, em janeiro deste ano.

A estimativa é que o novo centro popular de vendas seja inaugurado no final de maio, quatro meses após o incêndio - ocorrido entre a noite do dia 23 de janeiro e a madrugada do dia 24.

A localização foi escolhida após negociação entre Prefeitura e lojistas. Os comerciantes reivindicavam retornar para a Praça Dom José Marcondes, próximo da Catedral de São José, ponto do antigo camelódromo antes da criação do Shopping Azul, mas a opção foi descartada pelo governo municipal.

O material usado na estrutura dos boxes dos lojistas custou R$ 301 mil, pago pelos cofres municipais. O fornecimento foi da empresa VC Perfil Tubos Galvanizados, de Votuporanga, que também foi contratada pela associação dos comerciantes do Shopping Azul, pelo valor de R$ 37,8 mil, para fazer a montagem das estruturas.

Para evitar furto do material dos boxes, a praça está toda cercada por grades de ferro e conta com vigilância da Prefeitura. O local em que vai ficar cada um dos 167 boxes na praça, que fica ao lado do Terminal Urbano, foi pré estabelecido em uma planta elaborada pela Prefeitura.

Presente no início do trabalho de montagem dos boxes, o presidente da Associação dos Vendedores Autônomos e Ambulantes de Rio Preto, João William Nascimento Ferreira, acredita que o trabalho pode até ser concluído em 20 dias, dez a menos do que está previsto. Mas diz que ainda falta a Prefeitura entregar toda a infraestrutura.

"(Falta a) Instalação elétrica dos boxes, que vão ter iluminação e tomada para que seja ligado algum equipamento", explica o dirigente.

Também já estão em processo de instalação as estruturas dos novos banheiros públicos. Neste serviço, o trabalho será feito com ajuda do Serviço Municipal Autônomo de Água e Esgoto de Rio Preto (Semae), que vai fazer a interligação com a rede de fornecimento de água e a tubulação de esgoto existente naquela região.

Concluída a construção dos boxes, será feita uma assembleia com os 167 lojistas para fazer o sorteio de localização de cada um. "Os únicos que estão com local pré estabelecidos são os comerciantes da praça de alimentação, por razões técnicas. Não podem ficar misturados com boxes de outros produtos", explica.

João William lamenta a perda de quatro lojistas do Shopping Azul, que morreram em decorrência do coronavírus. "Todos morreram este ano, após o incêndio. Desde o começo da pandemia, em março do ano passado, são as primeiras perdas que tivemos", lamenta.

Por determinação da Prefeitura, mesmo sendo feito ao ar livre, o novo centro popular de vendas vai ter exigência do uso de máscaras por clientes e lojistas e disposição de frascos de álcool em gel para o público.

Antes de ser inaugurado, o novo Shopping Azul vai passar por vistoria do Corpo de Bombeiros. A associação dos comerciantes já encomendou extintores e vai treinar os comerciantes em técnicas de combate a incêndio.

Polícia ainda aguarda laudo

O inquérito policial aberto no 1º Distrito Policial para investigar as causas do incêndio do Shopping Azul está temporariamente paralisado. O delegado responsável por coordenar a apuração, Amaury Scheffer de Oliveira Júnior, diz que todos os depoimentos foram colhidos, mas falta o laudo pericial e, sem ele, não tem como concluir.

"O inquérito já está concluído nas diligências que depende da polícia. Agora só estamos aguardando o desfecho do laudo. Houve desabamento de uma parte (teto da estrutura), que precisa ser retirada, para terminar perícia", explica. Caso a demora persista, Amaury diz que terá de pedir a prorrogação do inquérito por mais 90 dias.

Por meio de nota, a Prefeitura informou que está "elaborando o projeto da remoção da laje, pilares e cobertura do piso do Shopping Azul. Deverá estar concluído na semana do dia 3 a 7 de maio. Posteriormente será feita a abertura da licitação e execução da retirada. Um processo licitatório gira em torno de 90 dias mais o prazo da remoção. Só aí poderá ser concluída a perícia". (MAS)

(Por: Diário da Região)

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