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terça-feira, 9 de março de 2021

Ônibus lotados geraram 11 autuações



A Vigilância Sanitária de Rio Preto fez 11 autuações contra as duas concessionárias de transporte coletivo de Preto, Circular Santa Luzia e Expresso Itamarati, desde o começo da pandemia, em março do ano passado, por ônibus lotados.

Cada autuação pode gerar uma multa de R$ 6 mil, mas até o fechamento desta edição a Prefeitura não informou quantas autuações resultaram em punição mais pesada contra as concessionárias.

As autuações podem aumentar neste ano, porque desde a semana passada está em vigor um decreto assinado pelo prefeito, Edinho Araújo (MDB), que proíbe transporte de passageiros em pé e exige distanciamento entre os bancos, para evitar o risco de transmissão do coronavírus durante o uso do transporte coletivo.

Por meio da Riopretrans, as duas empresas alegaram ser difícil o cumprimento imediato do decreto municipal, porque teriam de triplicar de 230 para 692 a quantidade de motoristas e veículos da frota municipal.

Nesta segunda-feira, o Diário constatou no Terminal Urbano, a tentativa de alguns fiscais em permitir a saída de ônibus sem passageiros em pé, mas eles não conseguiram.

"O ônibus que eu pego, da linha Shopping Rio Preto, está parecendo uma lata de sardinha", reclamou a passageira Vanessa de oliveira.

Segundo os usuários, houve desentendimento na avenida Mirassolândia, perto da UPA Norte, já que motoristas deixaram de parar nos pontos após lotar todos os bancos do veículo.

Por outro lado, passageiros como Cleusa Rolim concordam com a limitação de vagas nos veículos. "Melhor assim. A gente estava viajando um em cima do outro. Não dava pra ficar deste jeito", diz a moradora.

Na sexta-feira, 5, o promotor de Justiça Sérgio Clementino oficiou as duas empresas e a Secretaria de Transporte, dando prazo de cinco dias para esclarecimentos sobre a falta de cumprimento do decreto.

Na segunda-feira, 8, as duas concessionárias e o Ministério Público fizeram uma reunião virtual para discutir o cumprimento do decreto municipal. "A reunião foi convocada pelas empresas. Tinha representante da Itamarati e da Circular Santa Luzia e do próprio consórcio. Eu expliquei que agora existe um decreto a ser cumprido. Eles colocaram as dificuldades, alegando a necessidade de triplicar a quantidade de ônibus. Me coloquei à disposição para conversar, mas a posição do MP é de admitir uma adequação do decreto, mas o que a gente não admite é ignorar ou a exclusão do decreto municipal", diz o promotor.

Aumento da frota

O Diário entrou em contato com a assessoria de imprensa da Secretaria de Trânsito, Transportes e Segurança, que informou que o consórcio responsável pelo transporte urbano passou a operar nesta segunda com 100% da frota regular - a mesma que operava antes da pandemia. Além disso, veículos da frota reserva estão sendo utilizados como extras para atender à demanda excedente.

"Já em relação aos ônibus que não pararam em alguns pontos, isso se deve ao cumprimento do decreto que proíbe o transporte de passageiros em pé. Por orientação da própria Secretaria, os motoristas estão impedidos de embarcar passageiros quando todos os assentos estiverem ocupados", diz o texto.

"A orientação ao usuário é aguardar o próximo ônibus. A frequência média entre as rodadas, nas linhas com maior índice de ocupação nos horários de pico, é de 3 e 7 minutos", finaliza em nota.


Por:(Diario da Região)

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