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quinta-feira, 11 de março de 2021

Ônibus lotado vai passar direto, diz secretário de Trânsito de Rio Preto


Em audiência pública na Câmara de Rio Preto nesta quarta-feira, 10, o secretário de Trânsito, Amaury Hernandes, afirmou que motoristas do transporte coletivo foram orientados a não parar em pontos se todos os bancos do veículos estiverem ocupados para evitar a propagação de casos da Covid-19. A medida tem como objetivo cumprir e íntegra do decreto municipal que proibiu passageiro em pé durante as viagens no município. Ele afirmou que, no terminal urbano, a Guarda Municipal fiscaliza a saída dos ônibus apenas com passageiros sentados.

"Esta semana nenhum ônibus está saindo do terminal com o passageiro em pé. A Guarda (Municipal) nos ajuda para que possamos cumprir da melhor maneira possível a deliberação do comitê de gestão da Covid-19. E para que não tenhamos a contaminação dos usuários", afirmou o secretário municipal ao dizer que o governo do prefeito Edinho Araújo é "democrático".

Amaury foi até ao Legislativo atendendo a convite feito pelos integrantes da Comissão de Segurança e Costumes, presidida pelo vereador Bruno Marinho (Patriota). Na sessão de terça-feira, 9, os vereadores rejeitaram pedido de convocação apresentado pelo vereador João Paulo Rillo (Psol).

O secretário afirmou que a administração já recebeu reclamação de usuários do transporte público que permaneceram nos pontos pela falta de assentos nos veículos. "Já houve reclamação de ônibus que não parou. Nós não podemos pegar os passageiros que estão no ponto porque não tem mais vagas no ônibus. Há itinerários com demanda alta, em que o ônibus saindo do bairro para o Centro. Estamos fazendo aquilo que é possível", afirmou Amaury.

Atualmente, o sistema do transporte público conta com 80 itinerários, que são atendidos por 232 ônibus no município. A operação é feita pelo consórcio Riopretrans — formado pelas empresas Circular Santa Luzia e Expresso Itamarati. De acordo com o representante do Executivo, antes do início da pandemia, até 110 mil pessoas usavam o serviços por dia.

Durante a fase laranja do Plano São Paulo, no final de fevereiro foram registrados 62 mil passageiros. Já na semana passada e nesta, em média, 50 mil passageiros. "Solicitando para as empresas atendam o decreto para que não tenhamos problema no transporte público. Teoricamente teríamos de ter uma demanda menor na fase vermelha", afirmou o secretário de Trânsito.

De acordo com Amaury, na segunda-feira, cerca de 7 mil usuários do transporte foi de publico não-pagante — a maioria formado por idosos. "Neste momento os idosos, óbvio que não tem restrição legal, deveriam ficar em casa e não utilizar o transporte", disse o secretário.

Escalonamento

Durante a audiência, Amaury afirmou que o prefeito Edinho e representantes da Associação Comercial e Empresarial de Rio Preto (Acirp) debatem a possibilidade de escalonar o horário de trabalho de trabalhadores do comércio, indústria e serviços. Ou seja, seria definidas jornadas com início e término com diferentes horários, entre às 6h às 18h.

"A distribuição dos usuários ao longo do dia e não ocorreria a aglomeração. O prefeito busca maneira de atender de maneira correta o decreto. E não criar entraves aos empresários, seja na indústria, comércio e serviços. Ir e vir dos funcionários sem a contaminação dos trabalhadores."

Confronto

Durante a audiência pública foi inevitável algumas trombadas entre vereadores da base governista e o vereador João Paulo Rillo (Psol). O parlamentar foi acusado de disparar críticas ao governo pelos vereadores Bruno Moura (PSDB), Júlio Donizete (PSD) e Odélio Chaves (PP) sem apresentar soluções para o problema.

Chaves pediu para que Rillo não "use a pandemia para fins políticos partidários". "Acredito que usar questões pontuais na pandemia é usar a desgraça alheia para maximizar o problema", afirmou o vereador do PP.

Rillo rebateu alegando que defende a realização de um período de lockdown no município para reduzir o número de casos do coronavírus. "Caso contrário vamos ficar enxugando o gelo", afirmou o vereador do Psol.

Rillo e o secretário de Trânsito também protagonizaram troca de farpas durante a intervenção feita pelo parlamentar, que questionou sobre o uso ou não do ar-condicionado nos 60 ônibus e o acesso a planilhas de custos. "O ar-condicionado está deligado", afirmou Amaury ao dizer que o atual contrato do transporte coletivo não foi feito pela gestão de Edinho.

O secretário acusou o vereador de querer "deturpar os fatos". Amaury disse que cabe à Vigilância Sanitária a fiscalização de serviços executados pelas empresas de ônibus que envolvem a pandemia do coronavírus. "Sempre o senhor tenta polemizar. Tenta jogar a população contra o Executivo. Critica e não oferece uma solução para nada", afirmou.

De acordo com o secretário, não tem mais ônibus para serem colocados no sistema para atender a demanda. "Estamos analisando a toda hora a quantidade de passageiros", disse Amaury. "Mesmo na fase vermelha temos 50 mil passageiros por dia."

O governador João Doria (PSDB) deve anunciar medidas ainda mais restritivas no Estado nesta quinta-fera, 11. A fase vermelha vai até o dia 19.

Falta uma assinatura

A vereadora Karina Caroline (Republicanos) assinou o requerimento para a criação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) por conta da superlotação no transporte coletivo em Rio Preto. O documento já foi assinado, além de Karina, por Robson Ricci (Republicanos), João Paulo Rillo (Psol), Renato Pupo (PSDB) e o presidente da Câmara, Pedro Roberto (Patriota).

São necessárias seis assinaturas para que a CPI seja criada no Legislativo. O presidente do Republicanos em Rio Preto, Diego Polachini, que está internado no Hospital de Base (HB) para tratar a Covid-19, foi quem informou a assinatura de Karina no documento. A expectativa dos vereadores que assinaram o documento é de que Jorge Menezes (PSD) possa viabilizar a abertura da apuração das supostas irregularidades envolvendo o setor do transporte coletivo no município.

Ricci, que é o autor do requerimento da CPI, perguntou para o secretário de Trânsito, Amaury Hernandes, por quê o decreto municipal não foi cumprido pelo governo do prefeito Edinho Araújo (MDB) desde o dia 2 de março. "O número de casos da Covid-19 disparou", afirmou Ricci.

"Semana passada, quando resolvemos cumprir decreto, houve problema das pessoas não respeitarem a determinação das empresas. Fato este fez com que colocássemos a Guarda Municipal no terminal. O cidadão não respeita", disse o secretário de Trânsito, Amaury Hernandes. (RL).

Por:(Diário da Região)

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