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sexta-feira, 19 de março de 2021

Em live, Bolsonaro critica lockdown de Edinho que fecha postos de combustível



O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) durante sua live semanal transmitida em seu canal no Youtube criticou a medida do prefeito Edinho Araújo (MDB) que permitiu a venda de combustíveis nos postos de abastecimento apenas para trabalhadores de atividades essenciais.

Em sua fala, Bolsonaro afirmou que recorreu ao Supremo Tribunal Federal (STF) para impedir a realização de “toque de recolher” e o fechamento total das atividades econômicas, sem citar especificamente quais estados ou municípios.

“O prefeito aqui, tenho que tomar cuidado, tem certeza que não é fakenews?, porque eu acho que é fake news, prefeito de São José do… eu não vou terminar o nome aqui, porque pode ser que seja fake news, prefeito de São José do tátátá proíbe venda de combustíveis, olha a que ponto chegou o decreto do prefeito”, disse o presidente.

“Então para você abastecer seu carro lá, vai ser exigido um documento seu com comprovação de atividade permitida, você pega um documento meu, se eu estou com covid eu posso passar para você, para abastecer o carro, eu não estou acreditando nisso”.

Em seguida o presidente disse que mandou ingressar com ação hoje Ação Direta de Inconstitucionalidade junto ao Supremo Tribunal Federal “exatamente buscando conter esses abusos, entre eles o mais importante, a nossa ação contra o decreto de três governadores, que inclusive no Decreto o cara bota ali toque de recolher, e isso é estado de defesa, estado de sítio, que só uma pessoa pode decretar eu.”

Bolsonaro afirmou que a decretação de estado de sítio é competência exclusiva do Presidente da República e precisa de autorização do Senado Federal para entrar em vigor – o estado de sítio é uma medida extrema em que o Governo Federal ganha precedentes sobre os Poderes Legislativo e Judiciário e sobre as liberdades individuais.

“Quando eu assino o decreto de estado de sitio ele vai pra dentro do parlamento, lá os senadores vão votar e se eles concordarem entra em vigor, agora um Decreto de um governador ou de um prefeito não interessa quem seja tem o poder de usurpar da Constituição? Entramos com essa Adim no Supremo e eles vão decidir, não vou emitir nenhum juízo aqui, obviamente que entramos através da Advocacia Geral da União, esperamos ter uma resposta sobre isso ai”, afirmou.

O presidente criticou a implantação de lockdown por prefeitos e governadores. “Pra mim é muito fácil aderir ao lockdown, confinamento, feche tudo, é bacana, politicamente correto, mas eu estaria traindo a minha consciência se eu agir dessa maneira, uns ridicularizam a gente, eu lembro quando alguns ateus, alguns ateus que quando o avião começa a cair ele fala ai meu Deus do céu, ai meu Deus, fala três vezes, aprende a fazer o sinal da cruz rapidinho, eu já vi muitas pessoas que falavam grosso contra esses medicamentos ai emergenciais que quando foi acometido procurou (risos)”, descreveu.

Bolsonaro voltou a atacar governadores e prefeitos que adotaram medidas restritivas para tentar conter o avanço da covid-19, e ironizou a tranquilidade dos servidores públicos que recebem seus salários em dia. “Se acabar a economia do Brasil, o pessoal sempre criticava, a vida é uma só, a economia a gente vê depois, fica em casa, eu sei que vida é uma só, todos nós sabemos que vida é uma só, mas um país sem economia, com uma massa enorme de desempregados, acaba a economia, hoje os servidores públicos graças a Deus podem ficar em casa e o salário pinga todo mês, o meu também pinga todo mês, apesar de eu ter alimentação de graça, pinga todo mês, mas se a economia parar de rodar nós pararmos de exportar, cada vez mais temos que gastar dinheiro com gente que não tem emprego, porque perdeu, vai faltar dinheiro para pagar servidor e nós não podemos admitir isso, temos que lutar contra isso”, destacou.

O presidente relatou ainda que encaminhou ao Congresso, projeto que classifica como “essencial” toda atividade econômica no país, e criticou a superlotação do transporte coletivo em diversas cidades do Brasil.

As críticas voltaram aos governadores e prefeitos. “Esses (governadores e prefeitos) que fazem isso ai, é hipocrisia, o coitado da esquina que tem um boteco ali, uma lojinha de secos e molhados, o cara que vende o churrasquinho de gato na rua, empurrando um carrinho de pipoca na rua esse é bandido é preso, não tem cabimento isso”, detalhou.

Bolsonaro conclui afirmando que as coisas precisam fluir. “Você deve estar se perguntando e daí? Vamos esperar as coisas fluir pô, deixa acontecer, deixa o parlamento decidir, que não vai demorar, vão votar em urgência urgentíssima”, finalizou.

Através de sua assessoria de imprensa o prefeito Edinho Araújo afirmou que não iria comentar as declarações de Bolsonaro.

Por:(Dhoje Interior)

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