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sexta-feira, 8 de janeiro de 2021

Catador de reciclagem sai para trabalhar e tem casa furtada

 Duas baterias (de 150 e 45 amperes, respectivamente), uma bicicleta, um botijão de gás, três cestas básicas, uma balança pequena e uma carriola. Tudo isso foi furtado do catador de reciclagem José Bernadino da Silva, conhecido como “Zé da Lenha”, da região da Antiga Estrada Centenária do Taboado (Estrada Boiadeira). Ele estima que o prejuízo foi de mais de R$ 2,5 mil e desabafou ao jornal A Cidade sobre o que tem enfrentado por lá.

"Ficamos sem alimento e sem luz, porque as baterias são a nossa energia aqui", contou a vítima, que mora na zona rural de Votuporanga, beirando a estrada. Segundo o seu relato, ele não estava em casa na hora do furto pois tinha saído para trabalhar. Com 68 anos, José da Silva trabalha coletando resíduos recicláveis e carpindo lotes na cidade.

Ele também contou à redação que essa foi a terceira vez, entre 2020 e 2021, que ele teve objetos de casa furtados na região e que fazia pouco mais de um mês que havia se mudado para a casa onde mora atualmente.

O furto
O morador contou ainda que a porta da sua residência provavelmente foi quebrada com o uso de uma marreta. Quando ele chegou em casa, os objetos listados haviam sido levados e a porta estava tombada.
"Eu saí para catar reciclagem e fui fazer a limpeza de um lote. Vim todo feliz [para casa] com o dinheirinho que ganhei. Aí cheguei e me deparei com a casa arrombada", contou José.

Ele também disse que chegou a ligar para a polícia para pedir que eles fossem até sua casa verificar "o estrago", para então abrir um boletim de ocorrência. Mas ele foi informado que precisaria ir até a delegacia primeiro, para abrir o B.O.

Sobrevivência

Desde o ocorrido, “Zé da Lenha” e a sua esposa tem contado com a ajuda de amigos para sobreviver. Para ter luz à noite, ele relatou ao jornal que tem usado a bateria de 70 amperes do carro que usava para coletar os recicláveis. Para evitar que ela descarregue por completo, ele a coloca de volta no carro, dá partida nele e deixa ligado por um tempo.

"Eu peço para que essa pessoa devolva pelo menos as minhas baterias. Tenho quase 70 anos e estou catando reciclagem para comer um prato de arroz e feijão. Tenha dó, eu sou pobre", desabafou o ao A Cidade.

Por:(Região Noroeste)

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