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sábado, 7 de novembro de 2020

Justiça nega indenização de Doria a mulher grávida agredida por PM

 A juíza Luciana Conti Puia Todorov, da 3ª Vara Civil de Rio Preto, julgou improcedente a ação judicial movida por Isabela Sabino de Souza, que exigia R$ 522 mil de indenização do governador João Doria (PSDB), por ele supostamente ter insinuado em sua conta no Twitter o envolvimento dela com tráfico de drogas, quando foi agredida por um policial militar, durante uma abordagem, no dia 4 de fevereiro de 2020, no Santo Antônio, zona norte de Rio Preto.

Isabela filmava com um celular a apreensão de um adolescente, suspeito de ter envolvimento com o tráfico de drogas, quando foi agredida por um policial militar. Grávida, o PM teria derrubado ela no chão, colocado um dos joelhos em cima de sua barriga e desferido um tapa em seu rosto. Há uma outra ação judicial movida contra Estado, mas ainda não foi julgada em primeira instância.

No processo contra Doria, Isabela alega ter sofrido dano moral, após a repercussão da postagem em rede social feita pelo governador.

Para a juíza, embora o governador mencione de forma indevida que a mulher abordada de forma violenta pelo policial teria resistido à prisão por tráfico de drogas, observa-se que não foi citado o nome da requerente a ensejar constrangimento ou ofensa à imagem da autora.

“Na sequência, poucas horas depois, o requerido de pronto retificou a postagem anterior e esclareceu que na ocasião da ocorrência a “mulher grávida” não era acusada de tráfico de drogas, mas tão somente estaria envolvida em tal ocorrência e teria resistido à prisão”, escreveu a magistrada.

A juíza ainda determinou que Isabela foi ainda condenada a arcar com pagamento 10% das custas processuais e o o arquivamento do processo. A decisão ainda cabe recurso.

Por:(Jornal DHOJE Interior)

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