Ultimas

AO VIVO

quinta-feira, 9 de julho de 2020

Polícia identifica suspeito de soltar cobra Naja perto de shopping do DF após estudante ser picado



A Polícia Militar Ambiental (BPMA) localizou, nesta quarta-feira (8), o homem suspeito de soltar a cobra da espécie Naja perto de um shopping, no Lago Sul, no Distrito Federal. A serpente é peçonhenta e picou um estudante de medicina veterinária na última terça-feira (7).

De acordo com a PM, o suspeito é o amigo de Pedro Henrique Santos Krambeck Lehmkul, de 22 anos. O rapaz – que não teve a identidade divulgada – deve ser intimado a prestar esclarecimentos sobre o caso.

Pedro permanece internado em estado grave em um hospital particular no Gama (veja detalhes abaixo). A família do estudante importou uma nova dose do soro antiofídico dos Estados Unidos, porque a única dose existente no Brasil, do Instituto Butantan de São Paulo, já foi aplicada no jovem.

Ainda segundo a PM Ambiental, o suspeito de abandonar o animal disse "diversas vezes" que entregaria a cobra, chegou a passar endereços diferentes de onde ela seria encontrada até deixá-la, de fato, no Setor de Clubes Esportivos Sul.

Naja entregue ao zoológico

Após ser capturada, a cobra Naja foi levada pelo Instituto Brasileiro de Meio Ambiente (Ibama) até o Zoológico de Brasília. Segundo o Zoo, o animal está “fisicamente bem, mas segue em observação para maiores análises comportamentais”.

De acordo com o zoológico, a serpente ficará no local até que os órgãos ambientais definam destino para ela. Durante esse período, os funcionários estão orientados a não manusear a serpente, já que no Brasil não existe soro antiveneno para caso de picada.

“Trata-se de um indivíduo de alto risco, por ser uma das espécies mais perigosas em relação à peçonha, e por não ter, até o momento, em território nacional, soro antiofídico.

Estado de saúde

O estudante de veterinária Pedro Krambeck precisou ser medicado com um soro antiofídico após a picada da cobra. O medicamento foi disponibilizado pelo Instituto Butantan, em São Paulo.

“A instituição somente mantém um pequeno estoque em sua unidade hospitalar de atendimento para eventual acidente com pesquisadores que realizam estudos com o animal na instituição.”

Na quarta-feira (8), o estudante de veterinária apresentou uma “leve melhora”, mas ainda está em coma e respira com a ajuda de aparelhos.

Serpente em casa

A Polícia Civil do Distrito Federal e o Ibama suspeitam que a Naja estivesse sendo criada, em casa, pelo estudante de veterinária. De acordo com a ocorrência registrada na Delegacia Especial de Combate à Ocupação Irregular do Solo e aos Crimes Contra a Ordem Urbanística e o Meio Ambiente (Dema), um auditor fiscal do Instituto Brasília Ambiental (Ibram) procurou a delegacia, nesta quarta, informando que não há registro de importação da serpente.

"Não foi encontrado registro do animal em nome do estudante, nos sistemas daquele órgão", diz a ocorrência.

Ainda na quarta, o Ibama esteve no endereço do estudante, no Guará. O órgão informou vai emitir uma multa, contra o criador ou o proprietário da casa onde o animal era mantido. O valor varia de R$ 500 a R$ 5 mil.

"A legislação permite apenas espécies não venenosas para esse fim", explica o instituto.

Segundo o policial militar ambiental Major Elias Costa, a família do estudante não sabia sobre o contato dele com a espécie. “Lá onde eles realmente moram a família, nunca perceberam ele com animal peçonhento naquele ambiente", disse.

Leia mais notícias sobre a região no G1 DF.

Postar um comentário

 
Copyright © 2013 Acontece em Foco
Traduzido Por: Template Para Blogspot - Design by FBTemplates