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sexta-feira, 3 de abril de 2020

Prefeito de Rio Preto diz que comércio segue fechado



Em reunião com vereadores nesta quinta-feira, 2, o prefeito de Rio Preto, Edinho Araújo (MDB), e o secretário de Saúde de Rio Preto, Aldenis Borim, descartaram liberação do comércio na cidade ou flexibilização de horários. O vice-prefeito Eleuses Paiva (PSD) também participou da reunião. O encontro foi realizado no 9º andar da Prefeitura, a pedido do presidente da Câmara de Rio Preto, Paulo Pauléra (PP), que afirma que vereadores receberam muitas reclamações de comerciantes sobre restrições de atividades no combate ao coronavírus.
O Executivo tem em vigor decreto que determina suspensão de atividades não essenciais até o dia 15. Também está em vigor regra do governo de São Paulo que

fechou o comércio, com divergências em relação às normas de Rio Preto. A norma do Estado vale até terça, 7.
Edinho afirmou que até lá, o comércio de Rio Preto permanecerá fechado, no geral. A justificativa é o cenário de casos em Rio Preto, que está em ascensão. Aldenis lembrou que países que abriram o comércio, como Itália, tiveram explosão no número de casos, e de mortes.
"Ouvimos todas reivindicações, vamos continuar avaliando. Mas o que é fundamental é que vale o isolamento social para que possamos conter os efeitos dessa pandemia", afirmou Edinho. "O momento é de preservar a vida. Mantemos nossa coerência com todas as posições tomadas até aqui. Estamos olhando aspecto social sem perder de vista a economia da nossa cidade que gera emprego e gera renda. Mas o fundamental é a preservação da vida. Vamos preservar a vida e ficar em casa", afirmou Edinho depois da reunião em áudio divulgado pela Secretaria de Comunicação.
Ele disse ainda aos vereadores que irá formar uma "força-tarefa" para avaliar pedidos, que será formada por técnicos da Saúde, Fazenda, Procuradora-Geral do Município e Administração.
Pela manhã, ao comentar sobre a reunião e pedidos de vereadores para flexibilização, o secretário de Saúde disse que a reabertura do comércio teria "consequências gravíssimas". "Nós teríamos uma epidemia sem precedente se abríssemos agora", afirmou.
Entidades ligadas ao comércio e também vereadores pressionam o prefeito Edinho para alterar decreto municipal. Teve pedido de anulação de multas já aplicadas. Foi o caso de Fábio Marcondes (PL), embora tenha defendido as restrições. "Acho que a cautela é fundamental neste momento. Temos decreto municipal e outro do Estado com diferenças.", disse o vereador.
Já Jean Dornelas (sem partido) defendeu flexibilização de horário do funcionamento. Também defendeu flexibilização nas regras para cultos religiosos na cidade.
Mais cedo, o secretário afirmou ser contra até flexibilizações. Aldenis disse que a reunião seria feita da forma "mais rápida possível". O encontro, no entanto, durou três horas. Segundo o presidente da Câmara, 14 vereadores participaram da reunião. Não foram José Lagoeiro (Patriota), Jean Charles (MDB) e Francisco Júnior (DEM). "A prioridade agora é a vida das pessoas. Mas o prefeito não vai deixar de analisar diariamente o que pode ser feito (sobre o comércio). Se houver novas regras terão validade a partir do dia 8", disse Pauléra depois da reunião.
"A maioria concorda com as medidas adotadas de prevenção. Sou contra reabertura", disse Marco Rillo (Psol).
Multas
De acordo com balanço da Prefeitura, até esta quinta, 50 estabelecimentos foram multados por descumprir decreto municipal, que prevê, por exemplo, atendimento por entrega e com distanciamento mínimo em caso de filas. Pet shop, 9 atuações, e restaurantes, 8, são setores com maior número de multas.

Juiz nega liminar

O juiz da Vara Única de Potirendaba, Marco Antônio Costa Neves Buchala, negou liminar para um estabelecimento comercial em Nova Aliança. Representante do Empório Evangelista ingressou com mandado de segurança contra a prefeitura com pedido para abrir a loja durante o período de enfrentamento da pandemia do novo corona vírus. O empório alegou que os governos federal e estadual determinaram quais seriam os serviços enquadrados como essenciais."
A defesa do estabelecimento argumentou que tem como atividade serviço predominante serviço de minimercado, mercearia e armazém". Na Justiça a empresa argumentou que fiscais da Prefeitura notificaram a empresa para suspender atividades. O magistrado indeferiu pedido de liminar.
Por:(Diário da Região)

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