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sexta-feira, 26 de janeiro de 2018

Ex-bancário desafia clientes com cachorro-quente de quase 2 quilos G1 experimentou tradicional lanche gigante vendido dentro de saco plástico em São José do Rio Preto (SP). Dia da Gula é comemorado nesta sexta-feira (26).



Existem pessoas quem gostam de um simples cachorro-quente. Mas há também os que preferem o lanche do tipo "pão-com-salsicha-e-tudo-dentro-até-não-caber-mais-nada".


Para satisfazer o gosto do segundo grupo e atender aos mais esfomeados, um ex-bancário de São José do Rio Preto (SP) adotou o hot dog no saco plástico, que o G1experimentou para celebrar o Dia da Gula, comemorado nesta sexta-feira.




O saco plástico tem uma função primordial: fazer caber a maior quantidade possível de recheio. Enquanto os lanches tradicionais recebem a quantidade de ingredientes que cabe no pão, neste, o pão é apenas um "detalhe".


Depois de colocado dentro do saquinho, ele é coberto por camadas e mais camadas de recheio, que vai desde batata-palha até carne moída. O resultado é um lanche gigante, de quase dois quilos e 30 centímentros de altura, e aspecto, digamos, diferente.


“Em Rio Preto é normal ter lanches grandes, mas o cachorro-quente gigante não existe na região. Como as pessoas comiam de dois a três lanches pequenos, resolvi criar o médio, que pesa quase um quilo. Mas percebi que nem o médio estava sustentando os clientes, então criei o grande que pesa cerca de 1,7 quilo. Acredito que, agora, não tem como criar um cachorro-quente maior que este”, explica Luiz Hideo Savay, conhecido como “Mek Japa”.


O ex-bancário de 55 anos já passou mais da metade da vida saciando a fome de moradores e turistas em Rio Preto. Ele dá até instruções de como degustar a gigantesca iguaria. "Tem que empurrar de baixo para cima e ir comendo, sem talher mesmo."

Confira a lista de ingredientes

pão de leite
até cinco salsichas
maionese
ketchup
mostarda
requeijão
batata palha (em quantidades generosas)
carne moída
frango desfiado

O uso do saco plástico transparente também é fundamental. "Tem que ser transparente para o cliente ver as camadas de recheio que formam o lanche", defende Luiz.


O cachorro-quente custa R$ 37, mas pode sair de graça e até render uma grana se o cliente conseguir comer dois lanches em uma hora. Ou seja, quase 4 quilos de uma mistura de pão, salsichas, batata-palha, frango desfiado, carne moída e molhos.


O comerciante garante que um cliente já recebeu R$ 500 por ter conseguido a proeza. A dupla do G1 bem que tentou, mas não foi possível dar conta sequer de um lanche inteiro.



Uma pessoa já venceu a aposta de comer dois lanches gigantes em uma hora (Foto: Marcos Lavezo/G1)

Endividado


Luiz conta que resolveu criar o “Mek Japa” há 36 anos, quando se endividou ao comprar uma casa. Ele pediu a opinião de seu pai, que sugeriu a venda dos lanches.


“Meu pai já vendia cachorro-quente, então ele simplesmente me disse que se eu não tivesse vergonha, poderia começar as vendas, assim eu pagaria a dívida e sairia do banco”, lembra.


Para poder se destacar entre a concorrência, o ex-bancário teve a ideia de fazer o lanche gigante. “Depois de pesquisar os tipos de cachorro-quentes vendidos em Rio Preto, decidi ser diferente e caprichar no lanche. E deu certo. O que eu ganhava em um mês no banco passei a ganhar em uma semana. Decidi sair do banco há 36 anos. Sou bancário, mas me orgulho em trabalhar vendendo cachorro-quente”, afirma.



'Mek Japa' tem equipe que ajuda a montar e servir cachorros-quentes em São José do Rio Preto (SP) (Foto: Marcos Lavezo/G1)


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