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quarta-feira, 2 de agosto de 2017

Sob risco de despejo, ONG pede ajuda



Com 13 anos de trabalho no socorro e no acolhimento de animais de rua, a ONG Grupo Patas, de Rio Preto, vive dias de apreensão e incertezas. De um lado, a pressão de uma construtora para que deixe o local onde está instalada. De outro, a falta de incentivo do poder público. No meio disso tudo, voluntários apaixonados pelos animais ainda resistem fazendo o que amam.
A ONG funciona em uma chácara na área rural, próximo à Represa Municipal. A presidente do Grupo Patas, Silvana Carvalho, afirma que havia firmado um longo contrato de aluguel com o proprietário. Mas as coisas mudaram quando a área foi vendida para o Grupo Cem. “Na época eles me prometeram um outro local para que concordasse com a venda. Passaram seis anos e a promessa não foi cumprida”, disse.
O Grupo Cem informou, via assessoria de imprensa, que em 2012 foi dado início à construção de um novo abrigo na região rural de Rio Preto, porém as obras foram suspensas por conta de manifestações contrárias de vizinhos. Depois alega que ofereceu R$ 60 mil para a ONG investir em outras instalações. Agora, o Grupo quer pagar R$ 85 mil para ONG ir para outro lugar.
A construtora alega que o abrigo para animais está instalado em área muito próxima a bairros residenciais, o que pode trazer problemas a ambas as partes. Silvana afirma que quer um lugar melhor para os animais, mas não concorda com o valor. “Não consigo comprar outro lugar com essa quantia. A promessa era de conseguirem um lugar novo. Estão me pressionando para sair do local. Nossa briga é de muitos anos”, disse.
Apoio
A presidente da ONG faz um apelo ao poder público. Ela quer que o município ceda um espaço para novas instalações do Grupo Patas. De acordo Silvana, a administração passada prometeu novas medidas e nada foi feito. “Tivemos reuniões com o Valdomiro (Lopes) e ele se comprometeu a achar outro local, mas não cumpriu”, afirmou. A ONG Grupo Patas cuida atualmente de 350 cães abandonados ou que foram vítimas de maus-tratos.
O serviço é mantido com a ajuda de voluntários. Para continuar o trabalho, Silvana afirma que não pode ir para um lugar alugado, já que a ONG não recebe verba pública. “A ONG é legalizada e presta um grande serviço de utilidade pública. Chegou a hora do poder público olhar com carinho para nós e ver o trabalho sério que fazemos em Rio Preto”, disse. Por conta das incertezas, Silvana afirma que não pode nem fazer melhorias nas instalações. 
“Estamos nos esforçando para melhorar o nosso serviço, mas como vou fazer alguma obra aqui e correr o risco de ter de sair da noite para o dia. Precisamos de um lugar fixo”, afirmou. A assessoria de imprensa do gabinete do prefeito Edinho Araújo afirmou que o caso seria tratado pela Secretaria Municipal de Saúde. Procurada, a pasta afirmou, via assessoria de imprensa, que não havia tempo hábil para responder aos questionamentos da reportagem.
Entenda o caso
  • A ONG Grupo Patas funciona em uma chácara alugada próxima à Represa Municipal há 13 anos
  • A área foi vendida há 6 anos e a promessa do comprador foi de doar outra área para a ONG
  • A promessa não foi cumprida e, agora, o dono da área - o Grupo Cem - quer a saída da ONG por ficar próximo de casas
  • A ONG pede apoio da Prefeitura para conseguir um espaço público e não precisar pagar aluguel
  • Paralelo a isso, a ONG também está na Justiça para conseguir que a Prefeitura ajude na compra de ração
  • A ONG alimenta diariamente 350 cães resgatados das ruas de Rio Preto. São 2,1 toneladas de ração por mês, um gasto mensal que chega a R$ 8,4 mil
DIÁRIO DA REGIÃO

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